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A mostrar mensagens de Novembro, 2015

Je ne suis pas Charlie Hebdo nem pouco mais ou menos

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O ataque à redacção do jornal francês Charlie Hebdo conseguiu gerar uma onda de solidariedade nunca vista. Os motivos eram óbvios: ninguém queria, nem quer, ficar sob o jugo da intolerância, do fundamentalismo islâmico e, consequentemente, do terrorismo.
Era, naquela circunstância, muito fácil escolher o melhor lado, diria mesmo, o único lado aos olhos da tolerância do chamado mundo ocidental.
Porém houve muita gente que conseguiu ver para além do óbvio e, apesar do lamento pela morte dos jornalistas, observar e chamar a atenção para o lado desnecessariamente provocatório das publicações do Charlie Hebdo, as quais parecem ter legitimidade face à barbárie protagonizado ao longos dos anos, mas muito particularmente nos últimos, pelos grupos radicais e pelas próprias sociedades islâmicas que vivem segundo ancestrais tradições e costumes que chocam qualquer um de nós. Associou-se à liberdade de imprensa a inocência imprescindível às democracias modernas em que nos orgulhamos de viver.
Ma…