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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2012

Somos todos gregos?

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Está a criar-se um movimento que é sobretudo partilhado e amplificado nos sectores da esquerda política europeia, que assenta na condição que não se pode deixar cair a Grécia, por diversas razões, nomeadamente por tratar-se do berço da democracia.
Quem inventou a democracia merece mais tolerância do que quem tentar cumprir as regras da política monetária europeia do controlo dos défices excessivos e da dívida pública? Não sei. Se calhar não.
A grande verdade é que a Grécia está deitada na cama que fez. Chegou a esta situação dramática porque em primeiro lugar não cumpriu com as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento que subscreveu, bem como por durante algum tempo ter andado a mentir descaradamente sobre o estado das suas contas públicas. E o povo é culpado disto? Também. É o povo que escolhe os seus representantes, os tais que não fazem aquilo que assinam e mentem sobre o estado da economia doméstica.
Como tal, não somos todos gregos, nem queremos ficar gregos.
Em Portugal o que e…

Como Tavira estagnou – A minha resposta ao deputado Paulo Sá.

O único deputado eleito pelo PCP no círculo eleitoral do Algarve (não é este o termo correcto mas é assim que eu gosto de referir) veio a Tavira, não sei se já cá esteve muitas vezes, constatar que o concelho estagnou. Bastou-lhe uma manhã para chegar a essa conclusão, o que me leva a crer que está a generalizar e não faz uma análise rigorosa.
Dito isto assim desta maneira, não se fica com a ideia ao que se refere. Mas lendo o resto do texto publicado na blogosfera, aí sim consegue-se perceber que fala essencialmente do comércio local, uma vez que este é o único que o preocupa, como se nas grandes superfícies não trabalhassem também pessoas e se os negócios pertencessem apenas aos que os comunistas chamam de “senhores do grande capital”.
Eu que sou de Tavira, gosto da minha cidade da mesma maneira como gosto da minha família e até não sou um cidadão completamente desatento e desinformado, encontrei nas conclusões do deputado Paulo Sá coisas acertadas, porque também as há, mas outras que…

Oposição Segura

Estar na oposição e não a fazer, não tem sentido. E fazer oposição é ter alguma coisa para dizer às pessoas, em alternativa ao que quem exerce o Poder diz e faz. O problema de Seguro no actual PS é este mesmo: para dizer alguma coisa diferente, tem de contradizer o que o seu partido disse e fez no passado. E isso não é fácil.
O PS tem um compromisso assinado com a troika. Não o assinou contra a sua vontade. Fê-lo porque não tinha alternativa ou neste caso porque a alternativa era não ter, dentro de pouco tempo, nem um cêntimo para pagar os vencimentos dos polícias, dos professores, dos médicos entre muitos outros funcionários públicos, bem como todo um conjunto de responsabilidades que estão inerentes ao funcionamento do Estado.
Sócrates no meio das inverdades que nos disse, teve uma que foi mais hilariante que o aspecto das casas que projectou na Beira Alta. Que entre ele e o apoio externo do FMI, haviam nove milhões de portugueses a separar, os quais deixaram de ter relevância de uma …

Custe o que custar

Não vale muito a pena chover no molhado. Ainda não mudei de opinião sobre o castigo que o Sócrates devia ter tido: ficar a resolver o problema em que estamos metidos e para o qual ele tanto contribuiu. Perder as eleições, para ele, foi como sair-me o Euromilhões. Como esta lógica não está completa uma vez que não há meio de acertar nos cinco números e duas estrelas, só me resta acreditar que em matéria de sorte ele teve mais do que eu, não merecendo. É que nem sequer está obrigado a viver numa daquelas casas folclóricas que, com tanto esmero, projectou. Nem isso. Deve viver num lindo apartamento ou moradia em Paris, projectada por um engenheiro a sério. É mesmo sortudo.
Porém, alguém ficou a resolver o problema: o Passos Coelho.
Já Portugal inteiro sabe que a troika nos deixou trabalho de casa para fazer nos próximos anos e se não o fizermos decentemente levamos castigos de penitência e mandam-nos para o canto da sala com umas orelhas de burro enfiadas na cabeça. Como tal, o caminho que…