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A mostrar mensagens de 2015

Je ne suis pas Charlie Hebdo nem pouco mais ou menos

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O ataque à redacção do jornal francês Charlie Hebdo conseguiu gerar uma onda de solidariedade nunca vista. Os motivos eram óbvios: ninguém queria, nem quer, ficar sob o jugo da intolerância, do fundamentalismo islâmico e, consequentemente, do terrorismo.
Era, naquela circunstância, muito fácil escolher o melhor lado, diria mesmo, o único lado aos olhos da tolerância do chamado mundo ocidental.
Porém houve muita gente que conseguiu ver para além do óbvio e, apesar do lamento pela morte dos jornalistas, observar e chamar a atenção para o lado desnecessariamente provocatório das publicações do Charlie Hebdo, as quais parecem ter legitimidade face à barbárie protagonizado ao longos dos anos, mas muito particularmente nos últimos, pelos grupos radicais e pelas próprias sociedades islâmicas que vivem segundo ancestrais tradições e costumes que chocam qualquer um de nós. Associou-se à liberdade de imprensa a inocência imprescindível às democracias modernas em que nos orgulhamos de viver.
Ma…

O meu Caminho de Santiago - Última etapa: Lalin - Santiago de Compostela

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A terceira e derradeira etapa do meu Caminho começou em Lalin. Na verdade o traçado oficial não passa naquela cidade mas sim um pouco mais a sul, perto da Estrada N-525. Por questões de logística optei por finalizar a etapa do dia anterior em Lalin em vez de fazer mais 15 quilómetros até Silleda. Foi uma boa opção.
A distância até Santiago de Compostela eram aproximadamente 57 quilómetros com 1100 metros de acumulado de subida. Ou seja, menos exigente que as etapas anteriores mas com uma dificuldade que contarei mais à frente.
O caminho entre Lalin e Silleda é marcado pela travessia da ponte de Taboada sobre o rio Deza, datada do século X. Nas suas imediações o caminho é feito de empedrado que exige grande perícia para quem segue em cima de uma bicicleta. Junto à ponte encontrei um grupo de escuteiros espanhóis muito animados e acompanhados por um frade que me deram um muito sonoro «Buen Camino».
Uns poucos quilómetros mais à frente parei junto à igreja deSantiago de Taboada onde rec…

O meu Caminho de Santiago - Segunda etapa: Ourense - Lalín

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Quando acordei na manhã do dia da segunda etapa a Caminho de Santiago estava com a sensação de ter sido atropelado por uma manada de touros nas ruas de Pamplona. Não passei bem a noite e percebi que o dia não ia ser fácil por falta de descanso.
Porque a etapa era mais curta que a anterior parti para o Caminho mais tarde. Eram quase 10 horas da manhã. Obviamente que a esta hora já devia estar com quilómetros nas pernas, até porque ao longo do dia cheguei à conclusão que apesar de mais curta que a anterior etapa, esta era claramente a mais exigente do ponto de vista físico e anímico. Foram 65 quilómetros bem mais duros que os 100 do dia anterior.
Para complicar um pouco mais a situação tomei um pequeno-almoço impróprio para quem vai pedalar. Poucos hidratos de carbono. Porquê? Porque não estava bem. Simplesmente. Coisas do organismo. Tem dias.
Fiz-me ao Caminho tendo como referência a monumental Ponte Vella de Ourense a qual permitiu-me atravessar o rio Minho. Seguramente por ela passa…

O meu Caminho de Santiago - Primeira etapa: Chaves a Ourense

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Passavam poucos minutos da 8:30 quando iniciei o meu Caminho. Na primeira etapa tinha previsto despachar metade da distância que me levaria até Santiago de Compostela. Por ser uma cidade grande e muito bonita mas também porque era essa a rota do GPS que tinha comigo, defini Ourense como primeira paragem para pernoitar.
Pela frente tinha essencialmente dois desafios de maior dificuldade. Um logo após a cidade de Verin e outro mais à frente depois de Allariz. Estava em causa seguir pelo Caminho Português Interior até Verin e depois “cruzar” com a Via da Prata cuja origem é Sevilha. Ainda na fase de planeamento cheguei a ponderar a hipótese de rumar a Laza, após passar em Verin. Porém tinha vontade de ir a Allariz e isso só seria praticável se seguisse por Xinzo de Limia. Em termos de dificuldade julgo que seria sensivelmente a mesma. Optei por seguir pelo caminho mais a sul.
À partida combinei com a família que me acompanhava encontrarmo-nos hora e meia depois em Verin para obter o carimb…

O meu Caminho de Santiago – Preparação e Motivação.

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Há muitos anos que ouvia falar do Caminho de Santiago como sendo uma das mais bonitas rotas de peregrinação do mundo, conhecido também pela exigência dos seus vários percursos os quais saem das mais diversas proveniências.  Tendo o gosto pela prática do BTT e sabendo do desafio que constitui chegar à Plaza de Obradorio onde se encontra a Catedral que guarda as relíquias do Apóstolo Santiago (assim o dizem), planeei para estas férias partir de Chaves em direcção a Santiago de Compostela, perfazendo a distância mínima exigida em bicicleta: 200 quilómetros.
O meu “Caminho” não foi feito em autonomia total como muitos ciclo-peregrinos o fazem e como eu acho que deve ser feito, levando na bicicleta a mercadoria necessária para os dias de viagem e pernoitando nos albergues que existem disponíveis para o efeito. No entanto porque a minha vontade era sobretudo experimentar a sensação de percorrer o Caminho de Santiago e o tempo disponível para o efeito eram três dias, fui acompanhado da famíli…