quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Algumas boas notícias



A última visita da Sra. Merkel ao nosso país que gerou um coro de contestação junto daqueles que preferem a bandalhice do que a solução para sairmos do atoleiro em que o filósofo de Paris e quejandos nos meteu, já resultou nalguns negócios que representam a entrada de capitais estrangeiros em Portugal por via das exportações, que como é sabido é um dos nossos calcanhares de Aquiles. 

Não são soluções imediatas para resolver problemas emergentes, mas são circunstâncias que promovem a criação de riqueza e de postos de trabalho, o que nos dias que correm são como pão para a boca num país que vive com as calças na mão e precisou de ser auxiliado financeiramente para poder cumprir com as suas obrigações mais básicas.

Era bom que no futuro estas coisas fossem melhor entendidas, porque que na verdade dentro da Europa não existem queridos inimigos nem a Sra. Merkel tem tempo para perder com países que não sabem o que querem e preferem viver à sombra da bananeira, no nosso caso do chaparro que é uma espécie autóctone, gastando mais riqueza do que aquela que são capazes de criar.

Se veio a Portugal e se da sua visita resultam ganhos para a nossa economia, é porque se sente em condições de caucionar o seu apoio a um país que necessita começar a vender mais do que aquilo que compra. O que não lhe devem faltar são países e empresas interessados em fazer negócios com a sua Alemanha, ainda por cima com as repúblicas de “Leste” ali tão perto. Espero é que estes negócios não sejam iguais aos das supostas contrapartidas que o Portas negociou com a compra dos submarinos. Convém…

À esquerda nada de novo, uma vez que estão mais preocupados com o estado de saúde desse grande democrata da Venezuela que não confia no próprio sistema de saúde do seu país para se tratar, do que com as virtudes de uma visita que foi feita pelas melhores razões e não para nos colocar o pé em cima da cabeça e não nos permitir respirar à tona de água.

Ontem mesmo Portugal voltou aos mercados para se financiar, vendendo dívida pública numa sessão que ultrapassou todas as expectativas e foi coroada como um verdadeiro sucesso. Entraram nos cofres do Estado euros que fazem falta para muita coisa, entre elas financiar o sorvedouro do Estado Social. E ainda bem que é assim. Um país que se preze não abandona os mais carenciados à sua sorte. Protege-os quando mais necessitam e de seguida faz como o chinês: dá-lhes uma cana para pescarem em vez de peixe para comerem.

Para martírio da oposição, nomeadamente do PS que pese embora ter assinado o memorando de entendimento reza diariamente a todos os santos para que o governo não consiga atingir as metas propostas, o défice do Estado terá fechado em linha com aquilo que a troika tinha recomendado, 5%. O Bloco, essa grande estrutura bicéfala, já veio acusar de se estar perante uma operação de cosmética contabilística porque na sua opinião isto só ia ao lugar rasgando todos os acordos assinados. A solução era mesmo cruzar os braços e olhar para o céu à espera que chovessem torrencialmente muitos euros.

E hoje, Portugal está melhor do que estava ontem? Pode até estar igual. Mas estaria com certeza pior se estes três episódios que não são maus, não tivessem acontecido. Há muito ainda a percorrer e as famílias vão sentir este ano um verdadeiro aperto causado essencialmente pela carga fiscal e pelo aumento do desemprego. Não é fácil pedir calma a quem está a sofrer neste momento com o flagelo da crise e não acorda todos os dias para trabalhar. Mas uma coisa é certa, se nada disto tivesse acontecido o coro da desgraça estaria ainda mais sonoro.

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