quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Os mesmos de sempre nas Jornadas Mundiais da Juventude

O que se está a passar em Espanha, mais concretamente em Madrid, a propósito das Jornadas Mundiais da Juventude, é uma prova da mais completa intolerância religiosa com origem em movimentos radicais de extrema-esquerda.
A pretexto do evento sair caro para os cofres do estado espanhol, grupelhos de agitadores anarcas que reclamam o direito à diferença mas não a reconhecem para os outros, provocam os participantes nas jornadas e promovem actos de desobediência e violência. Nestas coisas não há dúvidas: é começar numa ponta e acabar na outra e se tiverem dúvidas chamem a polícia de Londres que eles explicam como se faz.
Os Estados normalmente são laicos, mas isso não impede que a sua população, esmagadoramente maioritária, não tenha convicções religiosas e que os responsáveis políticos não possam receber e organizar no seu país eventos que atraem milhares de visitantes e vão ao encontro da vontade dos seus cidadãos.
As Jornadas Mundiais da Juventude, cujo momento áureo é o encontro com o Papa Bento XVI, são organizadas sob o símbolo da paz, da fraternidade e da solidariedade entre os povos, só por si valores que a rapaziada de extrema-esquerda que se manifesta nas ruas de Madrid não sabe o que significa.
Para eles só há uma espécie de autoridade moral que abomina convicções diferentes, nomeadamente aquelas que estão intrinsecamente ligadas às questões da intimidade da fé. O dinheiro gasto é apenas um pretexto.
Os milhares de visitantes que chegaram a Madrid para as jornadas vão em sinal de paz e de reflexão. Os agitadores vão para provocar e armar confusão. A solução só pode ser uma: a autoridade do Estado deve zelar pelo interesse do bem público e das pessoas que estão legitimamente envolvidas num evento feito sob os auspícios da tolerância.
Alguns dos manifestantes que ontem estavam na praça Puerta del Sol, são simpatizantes de causas extremistas muito próprias da esquerda sangrenta que há em Espanha. Agora estão preocupados com o dinheiro que o país está a gastar com este evento de cariz religioso, mas duvido que alguma vez se tenham lamentado os milhões que são necessários gastar no combate ao terrorismo com motivações políticas de esquerda e nas vítimas que ele tem feito durante muitos anos, já para não falar no trabalho que eles próprios dão às autoridades de segurança civil, cada vez que se juntam nalgum sítio para armar confusão e é preciso entrar para limpar. Não são com certeza todos, mas alguns são de certeza.
Era só o que faltava que em Espanha o líder religioso que representa mil milhões de fiéis em todo o mundo não fosse recebido com respeito e segurança. Custa caro? Com certeza que sim. Mas um milhão de participantes deve trazer com certeza algum benefício também para os cofres do estado espanhol.

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