quinta-feira, 7 de julho de 2011

A falência dos regimes

Os dois principais regimes antagónicos têm entre si uma semelhança enorme, o que nada faria esperar. Todos dois seguem os melhores propósitos mas ambos acabam por se revelar destrutivos e altamente perigosos. A razão é simples: a sua principal vítima, quando algo não corre bem é o povo, nomeadamente os mais fracos e desfavorecidos.
Uma das características do comunismo é não haver liberdade de expressão. Tudo o que é divulgada é previamente visto, revisto e autorizado pelos donos do regime. Sendo assim o povo só escuta, vê ou lê aquilo que lhe é posto à frente e não tem possibilidade, sem correr riscos, de escutar, ver ou ler outra coisa diferente. Como tal vive numa ilusão, num mundo que lhe é mostrado mas o qual está longe de ser o real.
No capitalismo a informação é uma dos factores mais preponderantes. Ela circula em fracções de segundo e chega de uma ponta a outra do planeta em breves instantes. Porém nem sempre é verdadeira e nalguns casos também nos mostra uma realidade distorcida, não sendo impeditivo que se recolham dados de outras fontes. Acontece que a importância exagerada que lhe é dada, leva a que um grupo de pessoas e nalguns casos apenas uma, possa influenciar negativamente a vida de um país, das suas instituições, das suas empresas e por acréscimo da sua população.
Numa espécie de delírio colectivo, tanto num regime como no outro, as pessoas habituaram-se a emprenhar pelos ouvidos e assimilam tudo o que lhes é dado para consumir em termos de informação. Aceitam as coisas sem as colocar em causa. Esquece-se o rigor e substitui-se por uma espécie de dogma, do tipo: se eles dizem é porque é verdade. O resultado está à vista. No comunismo é assim e no capitalismo também.
O resultado final vem a ser o mesmo. Os decadência, a falência dos sistemas económicos, o desemprego, a pobreza e em mais casos do que seria suposto, a fome. Sim, há fome e pobreza em ambos os regimes, porque os dois, ao contrário do que é propagandeado, servem mais os interesses das cúpulas do que das bases. O directório manda e o povo obedece. Qual é o passo seguinte? O conflito.
Os dois sistemas estão em perfeita decadência, um mais do que o outro. No caso do comunismo, ainda continua a haver resistência, embora muito mitigada e cada vez mais travestida. Cuba um dia vai colocar o regime com as barbas de molho, a Coreia do Norte se um dia descobrir que cá fora há um mundo onde as pessoas não se vestem todas de igual talvez faça o mesmo e a China tem uma coisa híbrida que é um comunismo capitalista para lá de selvagem, sem regras laborais nem protecção social, que por agora cresce mas um dia também dará o estoiro.
Como tal, talvez não falte muito tempo para se encontrar um regime alternativo que não pode ser nem uma coisa nem outra. Alguém que o invente depressa, porque estes que temos agora estão cada vez mais a destruir a paz da humanidade.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.