quinta-feira, 7 de julho de 2011

O Assis tem razão

O candidato a secretário-geral do PS Francisco Assis, deu uma entrevista à Rádio Renascença de onde se pode retirar um excerto que é uma autêntica pérola de verdade em relação à forma de estar e de governar dentro daquilo que Sócrates chamava a esquerda moderna.
Assis acha que seria esquizofrénico o PS governar sob as orientações determinadas pela troika, cujo partido anuiu, porque as mesmas são uma violência para aquilo que considera ser a matriz ideológica do PS. Esmiuçando melhor a coisa. O documento de orientação determina um conjunto de acções que depois de concretizadas levarão Portugal a cumprir com o dever de reembolsar o financiamento que evitou a bancarrota. Contém, portanto, medidas de austeridade e rigor e esses não são os padrões de boa consciência do socialismo moderno. Os padrões do socialismo moderno são gastar o que há e o que não há, de preferência à tripa forra, numa lógica de fartazana enquanto dura e que no fim alguém feche a porta, neste caso pague a factura.
Isto é o que o PS entende como governação de esquerda que depois encontra subterfúgios de justificação no Estado Social sem critério nem rigor, no facilitismo, no nacional porreirismo e, claro está, na clientela voraz que precisa ser alimentada com champanhe e caviar, entre outras mordomias.
Rigor, austeridade, esforço e contenção são factores que não combinam com a matriz ideológica do PS. Isso é endossado aos partidos de direita.
Como tal, Assis considera que é bom para o partido passar agora uns tempos na oposição para fazer a devida cura. Não se trata de curar, porque a doença dos socialistas não tem tratamento. O que ele pretende dizer é que mal as coisas estejam mais estabilizadas e volte a haver folga para estoirar com os recursos do Estado, então o PS está novamente em condições de regressar ao governo. Até lá, o PSD que trate das dificuldades e tire o país da encruzilhada em que o deixaram.
Por isto é que eu achava que a única forma de castigar Sócrates pelo que fez ao país, era mantê-lo como primeiro-ministro. Porém, ninguém merece isso.

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