domingo, 29 de maio de 2011

Bestas à solta

Parece que não valeu a pena ao energúmeno que filmou a jovem de 13 anos a ser agredida por outras duas raparigas. Foi detido e arrisca-se a uma pena de prisão.
Também estou em crer que as duas selvagens que espancaram ao pontapé a vítima, já devem estar a fazer contas de cabeça a tudo o que vão perder, por via de uma condenação que parece ser mais do que óbvia.
Posto isto e na expectativa que a Justiça seja exemplar, é preciso deixar sinais para o futuro.
Toda a vida existiu violência juvenil. Mas há fenómenos que só agora se tornam mais óbvios e que consistem na publicitação do acto criminoso em si. A pequena besta que se divertiu a filmar a cena de pancada, é tão estúpida que achou que colocar o vídeo para toda a gente ver seria um acto de grande coragem. Devia estar a concorrer para o Óscar de Melhor Realizador da Academia de Cinema da Reboleira. Foi exactamente isso que o tramou, bem como às suas colegas de crime. Porque tem 18 anos e currículo criminoso, não será de estranhar que vá passar, durante uns tempos, umas férias forçadas a um estabelecimento prisional, onde certamente irá misturar-se com outros criminosos iguais ou piores que lhe ensinarão o resto do bê-à-bá para quando sair em liberdade poder voltar às lides.
Em relação às duas miúdas, uma delas com menos de 16 anos, a esta hora já devem estar arrependidas de em vez de espancarem a colega, não terem ido aliviar o stress batendo com a cabecinha contra a parede, várias vezes até ficarem calmas. Era mais doloroso para elas mas pelo menos não dava direito a cadeia.
Espera-se agora que não fique impune este crime que todos os dias é cometido noutras versões por este Portugal fora, em que jovens mais velhos e mais fortes fazem dos seus colegas mais fracos e mais indefesos, sacos de pancada. Talvez sirva de exemplo para futuros agressores que espancar alguém é crime.
Pese embora a natureza do crime cometido não necessitar da apresentação de uma queixa, na medida em que sendo público basta que as autoridades tenham conhecimento dele, continuo sem perceber a passividade da mãe da criança agredida. Precisou de tempo para chegar à conclusão do que deveria fazer. Até nisso as carrascas da jovem agredida tiveram sorte. O que não falta por aí são pais que ao verem um filho seu a ser espancado daquela maneira, fariam justiça com as próprias mãos. Ou com os pés, para retribuir o “carinho”.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.